A Reflection liberou o Beam em 16 de outubro de 2026. É o primeiro modelo de pesos abertos da empresa, pensado para programação, raciocínio e tarefas longas de agentes de IA.

Reflection lança Beam, modelo aberto para código e agentes
A Reflection liberou o Beam, modelo de pesos abertos com licença Apache 2.0 feito para código, raciocínio e agentes, com suporte a vLLM e SGLang desde o primeiro dia e um agente de terminal próprio, o Mirror CLI.
Marcelo Santiago
Criador do bridgecode
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Os pesos já estão no Hugging Face com licença Apache 2.0, o que permite baixar, rodar no próprio servidor, ajustar e usar em produto comercial.
O que é o Beam, o modelo aberto da Reflection
O Beam é um LLM, ou modelo de linguagem grande, do tipo Mixture of Experts esparso, com 501 bilhões de parâmetros no total e 23 bilhões ativos por token.
Num modelo Mixture of Experts, cada token passa só por uma parte da rede, os chamados especialistas, em vez de ativar o modelo inteiro.
Na prática, o Beam entrega a capacidade de um modelo grande gastando bem menos computação a cada resposta.
A empresa publicou junto o model card com os benchmarks finais e um relatório técnico de segurança com toda a metodologia de avaliação.
O que muda com pesos abertos em Apache 2.0
Modelo de pesos abertos é aquele em que os arquivos do modelo treinado ficam disponíveis para download.
Com a licença Apache 2.0, uma das mais permissivas do software livre, dá para usar o Beam em produto comercial, ajustar com dados próprios e rodar dentro da sua própria infraestrutura.
Para empresas que precisam manter tudo atrás do firewall, a Dell e a HPE entregam o Beam em ambientes locais e isolados.
O modelo também pode passar por novo treinamento, inclusive com aprendizado por reforço em larga escala.
A Reflection montou fluxos de ajuste fino com parceiros como NVIDIA NeMo RL, Hugging Face TRL e Axolotl, e promete receitas de autodestilação para melhorar a precisão e o uso de tokens em tarefas específicas.
Como rodar o Beam: vLLM, SGLang e outras plataformas
Os pesos saíram em três precisões, BF16, FP8 e NVFP4, além de um modelo auxiliar para decodificação especulativa, que acelera a geração de tokens.
O Beam já tem suporte nativo em Transformers, vLLM, SGLang, Unsloth, Axolotl, TokenSpeed e NVIDIA Dynamo. Ou seja, dá para sair dos pesos para um endpoint em produção sem escrever integração própria.
A Reflection também lançou com mais de 40 parceiros de inferência, nuvem, ajuste fino, avaliação e observabilidade.
A ideia, nas palavras da empresa, é criar um "sistema operacional aberto para agentes", em que o modelo é o núcleo e as camadas acima dele também são abertas.
O Beam aparece em plataformas como OpenRouter, Ollama, LM Studio, Together AI, Fireworks AI, Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Foundry.
Mirror CLI, o agente de terminal do Beam
Junto com o modelo veio o Mirror CLI, um agente de código para o terminal treinado em conjunto com o Beam.
Ele permite apontar para checkpoints ou endpoints diferentes, inspecionar o que o agente faz, aprovar chamadas de ferramenta e corrigir o rumo durante a execução.
O Mirror tem conversas que podem ser retomadas, agentes em paralelo em worktrees separadas, skills, instruções por projeto, conexões MCP e extensões em Python.
O Beam também funciona em outros agentes abertos, como o OpenCode, o Pi e o Hermes, da Nous Research.
Como testar o Beam hoje
Você pode baixar os pesos no Hugging Face e servir com vLLM ou SGLang, ou pegar uma chave na plataforma de API da Reflection e chamar o modelo direto, sem precisar de GPU própria.
Preguntas frecuentes sobre o Beam da Reflection
O que é o Beam da Reflection?
O Beam é o primeiro modelo de pesos abertos da Reflection, lançado em 16 de outubro de 2026. Ele foi feito para programação, raciocínio e tarefas longas de agentes de IA. Os pesos estão no Hugging Face e o acesso também é possível pela API da empresa e por parceiros.
O Beam pode ser usado em projetos comerciais?
Pode. O modelo usa a licença Apache 2.0, que permite uso comercial, modificação e redistribuição. Isso inclui ajustar o Beam com dados próprios e rodar na sua própria infraestrutura.
Quantos parâmetros o Beam tem?
O Beam tem 501 bilhões de parâmetros no total, mas só 23 bilhões ficam ativos a cada token. Isso acontece porque ele usa a arquitetura Mixture of Experts esparsa, que ativa apenas parte da rede em cada etapa. O resultado é a capacidade de um modelo grande com custo de computação menor por resposta.
Quais ferramentas rodam o Beam?
O Beam tem suporte nativo em Transformers, vLLM, SGLang, Unsloth, Axolotl, TokenSpeed e NVIDIA Dynamo. Ele também funciona em agentes de código como Mirror CLI, OpenCode, Pi e Hermes. Os pesos saíram nas precisões BF16, FP8 e NVFP4.
O que é o Mirror CLI?
O Mirror CLI é o agente de código para terminal da Reflection, treinado junto com o Beam. Ele mostra o que o agente está fazendo, pede aprovação para chamadas de ferramenta e roda agentes em paralelo em worktrees separadas. Também aceita skills, instruções por projeto, conexões MCP e extensões em Python.
Conclusão
Quem programa ganha mais uma opção de modelo aberto de ponta para agentes de código, que roda no próprio servidor e tem licença livre para uso comercial.
E um modelo aberto como o Beam rende ainda mais quando não trabalha sozinho.
Tem uma ideia parada? Coloque modelos abertos como o Beam pra trabalhar nela e monte seu squad de agentes de IA no bridgecode.
Fonte: Reflection
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